24 de Sep de 2026 • 10 min de leitura
Menopausa deixa de ser tabu e ganha espaço nas discussões sobre saúde e qualidade de vida das mulheres 35+
Ondas de calor, alterações no sono, dificuldade de concentração, oscilações de humor, fadiga e perda de energia. Embora esses sintomas façam parte da rotina de milhões de mulheres durante a perimenopausa e a menopausa, o tema ainda permanece cercado por silêncio e desinformação. Em um momento em que as mulheres permanecem cada vez mais tempo no mercado de trabalho e vivem mais, especialistas defendem que essa fase da vida precisa deixar de ser tratada como um assunto privado para ganhar espaço nas discussões sobre saúde, qualidade de vida e bem-estar.
A perimenopausa, período que antecede a menopausa, pode começar anos antes da interrupção definitiva da menstruação e provocar mudanças físicas, emocionais e cognitivas capazes de impactar a rotina pessoal e profissional. Ainda assim, muitas mulheres demoram a reconhecer os sintomas ou acreditam que estão apenas mais cansadas ou estressadas.
"O climatério e a menopausa representam uma importante transição na vida da mulher. Ter acesso à informação de qualidade e a iniciativas que promovam acolhimento e cuidado faz diferença para que essa fase seja vivida com mais autonomia e qualidade de vida", afirma Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink.
No mercado de trabalho cresce cada vez mais o número de iniciativas voltadas às necessidades específicas das mulheres acima dos 35 anos. Uma delas é a parceria firmada entre a Vidalink, maior empresa de planos de bem-estar corporativo do Brasil, e a MenoBox, startup especializada em saúde e bem-estar feminino. A iniciativa amplia o ecossistema de benefícios da empresa ao oferecer às usuárias acesso facilitado a uma jornada personalizada de cuidado, baseada em uma avaliação individual que considera histórico de saúde, hábitos, estilo de vida e sintomas para recomendar um plano de suplementação nutricional adequado ao perfil de cada mulher. O cuidado é complementado pelo envio de kits organizados para facilitar a adesão à rotina e por condições especiais na contratação do serviço.
Por meio da parceria entre Vidalink e MenoBox, a usuária pode se beneficiar com até 15% de desconto na assinatura. Os kits personalizados contam com suplementos organizados em doses diárias, além de orientações de uso elaboradas de acordo com seu perfil e necessidades. O objetivo é tornar a rotina de suplementação mais prática e favorecer a continuidade do cuidado. A solução não substitui acompanhamento médico nem tratamentos hormonais quando estes forem indicados.
Voltada às necessidades da mulher 35+, a MenoBox oferece uma jornada personalizada de suplementação para o climatério, a perimenopausa e a menopausa. A partir das necessidades, objetivos e sintomas relatados por cada mulher, a MenoBox direciona uma recomendação personalizada, desenvolvida com base em evidências científicas e com o suporte de uma equipe multidisciplinar de especialistas. A experiência também foi desenhada para facilitar a adesão ao autocuidado: sachês diários, com cápsulas amarelas para o dia e lilás para a noite, tornam o uso simples e intuitivo. Mais do que suplementação, a MenoBox reúne informação de qualidade, personalização e praticidade para apoiar mulheres nessa fase da vida com mais conhecimento, autonomia e cuidado.
Segundo Bruna De Vivo e Gisele Bohn, co-fundadoras da MenoBox, informação e adesão são dois pilares essenciais no cuidado com a saúde da mulher. “Muitas mulheres chegam à perimenopausa sem reconhecer que as mudanças que estão vivendo podem estar relacionadas à transição hormonal. Ao mesmo tempo, sabemos o quanto é desafiador incorporar o autocuidado a uma rotina já tão sobrecarregada”, afirma Bruna. Para Gisele, é justamente aí que a inovação precisa fazer diferença: “Desenhamos a MenoBox para tornar o cuidado mais simples e possível no dia a dia. Os sachês diários e as cápsulas identificadas por cores — amarelas para o dia e lilás para a noite — facilitam a rotina e favorecem a adesão. A parceria com a Vidalink amplia nosso alcance e nos permite levar informação, personalização e praticidade a ainda mais mulheres.”
Além dos impactos individuais, especialistas alertam que a menopausa também tem reflexos na vida profissional. Um estudo da Mayo Clinic estima que, somente nos Estados Unidos, os sintomas relacionados à menopausa geram cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em perdas de produtividade, valor que ultrapassa US$ 26 bilhões quando considerados também os custos médicos. Para Bruna, o tema precisa deixar de ser invisível dentro das organizações. "Quando essa fase é ignorada, muitas mulheres sofrem em silêncio. Quando existe acolhimento, elas conseguem preservar sua saúde, seu bem-estar e seu desempenho profissional. As empresas têm um papel importante ao criar ambientes onde essas mulheres se sintam compreendidas e apoiadas", afirma.
Ao ampliarem o acesso à soluções de saúde e bem-estar, as empresas fortalecem suas estratégias de benefícios voltadas à diversidade, inclusão e qualidade de vida. Para Gonzalez, olhar para as necessidades específicas da saúde feminina faz parte de uma transformação mais ampla dos programas de bem-estar corporativo, que passam a considerar diferentes momentos da vida dos colaboradores. "A saúde não é igual para todas as pessoas e tampouco permanece a mesma ao longo da vida. Nosso objetivo é ampliar o acesso a soluções que acompanhem essas diferentes jornadas, oferecendo alternativas que promovam prevenção, qualidade de vida e bem-estar de forma cada vez mais personalizada", destaca.
Quando uma mulher recebe o suporte adequado, ela tende a apresentar maior bem-estar físico, cognitivo e emocional, refletindo em mais disposição, foco e engajamento. Empresas que reconhecem essa etapa da vida fortalecem a experiência da colaboradora, reduzem perdas relacionadas ao presenteísmo e demonstram um compromisso genuíno com diversidade, inclusão e saúde. “Cuidar da menopausa também é uma estratégia de retenção de talentos. Ignorar esse tema acarreta custos na substituição de talentos sêniores e, ainda significa deixar de cuidar de uma parcela importante da força de trabalho. As organizações que começarem esse movimento agora estarão mais bem preparadas e com melhor reputação para atrair, desenvolver e reter talentos femininos, promovendo ambientes mais saudáveis, inclusivos e humanos”, conclui Bruna.